Rapidinho

Informativo interno geralmente semanal e circulando aos sábados para associados operacionais e associados produtores da Coolmeia:

Aniversário de 12 Anos da FAE

Nutricionista Herta Wiener visita FAE e encanta frequentadores

Ao longo de seus 95 anos, a nutricionista já faz parte do cenário da Feira dos Agricultures Ecologistas.


Por Juarez Tosi para EcoAgência de Notícias

É sempre um prazer comprar hortaliças e frutas orgânicas fresquinhas, aos sábados pela manhã, na Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) do Bom Fim. E fica melhor ainda quando se encontra uma das pessoas que acompanha a história da feira desde os seus primórdios, no ano de 1989. A nutricionista Herta Wiener, ao longo de seus 95 anos, já faz parte do cenário.

Depois de passar por problemas de saúde, ela mostra-se complemente recuperada e lúcida como sempre. E não foram poucos os frequentadores da Feira, inclusive de gerações mais jovens, que se encantaram com o bom humor e conhecimento da nonagenária. Durante o aniversário de 29 anos da FAE, Herta conversou com os frequentadores habituais da Feira, deu uma entrevista para a rádio interna, que transmitiu toda a programação ao vivo, falando um pouco da sua história.

Praticante de ioga, frequentou a Grande Fraternidade Universal (GFU), que deu origem à Cooperativa Colmeia, uma das primeiras cooperativas de agricultores no Brasil a trabalhar com alimentos orgânicos. Na própria GFU começou a ministrar cursos sobre alimentação integral e saudável.

Herta possui uma história de vida encantadora. Nascida na Polônia, de origem judia, sua família refugiou-se no Brasil durante a segunda Guerra Mundial. Entrou na Faculdade aos 56 anos, formando-se quatro anos depois. Tem dois livros publicados: Caminhos Naturais da Nutrição e Natural Gourmet. 

Comunidade e Diversidade – As festividades de aniversário seguiram durante toda a manhã, com entrevistas, música e a participação dos frequentadores da Feira.

No próximo sábado, dia 27, as atrações continuam, com o tema Comunidade e Diversidade. Haverá apresentação musical, além de exposição de sementes e agrodiversidade dos guardiões de sementes.

Serão apresentadas também as Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs), já comercializadas na Feira. E encerra com sorteio de quatro cestas, dentro da campanha de redução de plásticos da FAE. 

A Feira dos Agricultores Ecologistas ocorre sempre aos sábados, das 7h às 13h, na primeira quadra da Avenida José Bonifácio, Bairro Bom Fim, Porto Alegre. Reúne 44 bancas de 140 famílias de agricultores ecologistas, que comercializam hortaliças, frutas, grãos, raízes, tubérculos, laticínios, mel, padaria e produtos agro-industrializados (geleias, sucos, doces e bolos), todos com certificação orgânica. EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

Fonte: EcoAgência de Notícias

Feira Ecológica celebra a Biodiversidade

Duas grandes atrações abrem os 21 Anos de Biodiversidade da FAE: a distribuição do Guia da Feira e as inscrições para o Festival de Sacolas.

Entrada da Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE)


Por Cláudia Dreier – FAE

Neste sábado, 22 de maio, a Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE, participa da Semana do Alimento Orgânico em Porto Alegre e lança as comemorações de seu aniversário, cujo tema principal é a Biodiversidade. Há 21 anos, a FAE promove ações relacionadas com a diversidade dos organismos vivos, tanto demonstrando e degustando alimentos variados, como defendendo Biodiversidade por meio de campanhas e práticas de preservação de sementes crioulas e habitats.

Segundo a ONG Greenpeace, a destruição de ambientes naturais é a principal causa da perda da biodiversidade e o Brasil lidera o ranking dos países que mais causam danos ao meio ambiente. Tais dados resultam de pesquisa da Universidade de Adelaide, Austrália e foram publicados em nove de maio, na revista científica PloS One (www.plosone.org).

21 anos de FAE

Duas grandes atrações abrem os 21 Anos de Biodiversidade da FAE: a distribuição do Guia da Feira e as inscrições para o Festival de Sacolas. O Guia, contendo informações sobre cada banca da feira, como contato dos produtores, produtos e localização na quadra, será disponibilizado na Banca do Meio.

No mesmo local, serão recebidas inscrições para o Festival de Sacolas, do qual podem participar alunos das escolas do município de Porto Alegre. Cada colégio pode inscrever-se nas três categorias: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

Os autores das sacolas mais votadas nas exposições a serem realizadas na feira recebem vale-compras para escolherem produtos das bancas. No dia do aniversário da FAE, 16 de outubro, a sacola preferida pela maioria recebe um prêmio especial. (maiores informações pelo e-mail feiracoolmeia@yahoo.com.br).

Biodiversidade

De onde vem a Biodiversidade que chega à mesa pelos alimentos orgânicos da feira? Parte dessa pergunta pode ser respondida por um mapa temático que vai associar alguns produtos ao seu município e à respectiva região gaúcha a que pertence. A Exposição Geográfica da Biodiversidade pode ser conferida a partir das 9h, ao lado da Banca do Meio.

Saborear a Biodiversidade é a proposta da Banca Pão da Terra que completa 13 anos no domingo, dia 23 de maio. Pães de abóbora, linhaça, integral puro, italiano e de 13 grãos podem ser cobertos pelas pastas de cenoura ou de inhame. Já as cucas de damasco, de mel e de nozes e castanhas dispensam acompanhamento. A degustação acontece a partir das 9h30min ao lado do caldo-de-cana.

Alimento Orgânico

Integrando a VI Semana do Alimento Orgânico, a FAE vai distribuir sementes de hortaliças orgânicas produzidas pela Bionatur, no município de Candiota. Os interessados em cultivar seu próprio alimento podem passar pela banca localizada no início da feira, próxima à segunda quadra, a partir das 8h.

Além das sementes como couve, almeirão, salsa, cebola serão disponibilizados panfletos com eco-dicas, para, na prática, cada um adotar atitudes que defendam o meio ambiente e promovam a sustentabilidade.

A Feira dos Agricultores Ecologistas acontece no canteiro central da primeira quadra da avenida José Bonifácio, em Porto Alegre, aos sábados pela manhã, das 7 às 13h.

Fonte: FAE/EcoAgência

Porto Alegre, capital nacional dos produtos orgânicos

Eventos confirmam a importância da capital gaúcha na disseminação da cultura dos produtos agrícolas sem agrotóxicos e sem transgênicos.

Alimentação sem agrotóxicos é realidade na mesa dos gaúchos

Por Juarez Tosi

Porto Alegre, a partir desta semana, inscreve-se definitivamente como candidata à capital dos produtos orgânicos no Brasil. Não bastasse ter sido a sede a primeira cooperativa de produtos orgânicos (a cooperativa Coolmeia), a Feira dos Agricultores Ecologistas, há 19 anos, ininterruptamente, faça sol ou faça chuva, é referência em produtos sem agrotóxicos e sem transgênicos. A capital gaúcha está passando cinco dias de luxo em termos de alimentos orgânicos.

Mal encerraram os Seminários Internacional e Estadual sobre Agroecologia (realizados entre as últimas terça-feira e quinta-feira), já está começando um novo evento, movimentando todo um setor que cresce muito no Brasil.

A 1ª Feira de Produtos Orgânicos, Fitoterápicos e Plantas Medicinais da Região Sul do Brasil e a 1ª Feira de Fitoterápicos do Mercosul, com Mostra de Turismo Rural, Ecológico e Sustentabilidade Socioambiental, abrem nesta sexta-feira (28), às 11 horas, no Cais do Porto, zona central da cidade.

E se não bastasse tudo isso, no sábado (29) pela manhã, os consumidores poderão se abastecer nas tradicionais Feiras dos Agricultores Ecologistas da Rua José Bonifácio ou da Getúlio Vargas.

São opções para ninguém reclamar. Os seminários internacional  e estadual sobre agroecologia completaram nesta edição dez anos, tendo como tema central “O Estado da Arte da Agroecologia“. O evento, que durante três dias reuniu mais de mil participantes enfatizou, na Carta de Porto Alegre, a necessidade da criação de um Plano Nacional de Transição Agroecológica, e que as instituições de ensino coloquem maior ênfase na educação agroecológica, incorporando conteúdos, valores e princípios de sustentabilidade em todos os níveis de escolaridade.

Contato com agricultores – Esses eventos estão possibilitando que os participantes mantenham contato direto com agricultores, conhecendo as formas de cultivo sem venenos químicos ou produtos transgênicos, bem como aprendendo receitas e dicas para a alimentação saudável. A coordenadora executiva das feiras de produtos orgânicos e fitoterápicos, Vera Marsicano, mostrava-se eufórica na véspera da abertura do evento.

“Já temos mais de 50 expositores confirmados e acreditamos em um público superior a dez mil pessoas nesses três dias de feira”, enfatizou. “O evento é uma ótima oportunidade para a concretização de negócios. Estamos agendando diversos encontros de empresas, inclusive de outros estados, com produtores”.

Segundo ela, a Bionat Expo proporcionará o encontro de lideranças do setor e de pioneiros, com compradores, consumidores e formadores de opinião. “Estamos trazendo a Porto Alegre”, diz, “um evento inserido na pauta mundial, objetivando a implementação  do desenvolvimento sustentável como alternativa para um modo de vida durável. Podemos assegurar que, ao reunir diversos atores do segmento, a Bionat Expo será um encontro com real alcance e expressiva repercussão”. A entrada é livre.

Fonte: EcoAgência de Notícias

2002 – CEC – Respostas aos Produtores

Coolméia – Cooperativa Ecológica

Comitê de Educação e Comunicação

À Secretaria-Geral

Assunto: resposta às questões levantadas sobre a associação dos produtores feirantes, encaminhadas por correspondência de 7 de maio de 2002

A título de de esclarecimento geral, uma introdução. 

Em março último, dia 8, realizou-se uma reunião geral dos associados feirantes no Colégio Militar. 

No evento, foi decidido, por aclamação que “a cada banca nas feiras corresponderá um associado pessoa física”. 

A associação ou não de feirantes já vem sendo discutida há alguns anos na Coolméia e tem a ver com o próprio caráter dos eventos Feiras Coolméia, ou seja, se o evento é da Coolméia os seus associados devem representá-la junto ao público consumidor. 

Para fins de fazer a discussão avançar, o CEC atuou como facilitador no encontro e propõs uma regra ainda mais dura do que a aprovada: pela sua proposição, o associado pessoa física teria que estar presente à banca. 

O sentido é fortalecer a relação do consumidor com a Cooperativa. Chegou-se à conclusão que de nada adianta termos uma Feira da Coolméia, em que não é permitido intermediário, se a pessoa que está atrás na banca, vendendo seu produto, não souber representar bem a Coolméia e com ela estar comprometido. Neste espírito, passamos a responder uma a uma as questões levantadas:

1) APESC – Por que associar uma pessoa se a associação (APESC), já é sócia da Cooperativa?

Resposta: A relação do consumidor, nas Feiras, é com as pessoas de carne e osso que está atrás das bancas. Por isto, a regra aprovada fala em pessoa “física”, que se distingue de pessoa “jurídica”.

2) Coopael – Como vai ser feita a associação da Coopael se tem parceria com a Coolméia na banca de insumos?

Resposta: Trata-se de uma situação anômala em relação aos demais participantes. No caso, atrás da banca já deverá haver um associado pessoa física da própria Coolméia já que os seus operacionais participam de uma das três categorias de associados, a de associado-operacional, sendo resolvida a questão central da pergunta desta forma. Por outro lado, a Coolméia deve privilegiar relações com associados ou do movimento cooperativista, o que parecer ser o caso. Recomenda-se um estudo sobre a real necessidade de haver a parceria para banca conjunta.

3) Acert – A Acert (Associação) tem 6 (seis) bancas, mais a das flores. O custo será muito alto. Querem negociar um abatimento no valor da cota.

Resposta: O valor da cota é inegociável e vale para todos os associados da Cooperativa. Dentro do espírito da decisão na reunião-geral dos feirantes, ou se adequa o número de bancas ao número de associados, ou se associam, no mínimo, tantas pessoas quantas forem as bancas. Mas atenção: a associação sempre deve ser livre e não existe e nem pode existir qualquer coerção para que a associação se efetive – isto contrariaria diretamente a doutrina cooperativista.  Por outro lado, a Coolméia permite o pagamento das respectivas cotas via negociação em horas-trabalho ou mercadorias.

4) APEJ/IPÊ – É possível fazer troca de nomes (pessoa física)? 

Resposta – Não é possível. A associação é da própria pessoa física, no caso, não sendo passível de transmissão a propriedade das cotas a qualquer título. 

5) Como surgiu a idéia de associar os feirantes? Já havia sido conversado com eles em reunião anterior?

Resposta – Como dito na introdução, é uma questão que vem sendo colocada pelos próprios feirantes já há muitos e muitos meses. Bastaria a Secretaria-Geral ler as atas dos encontros anteriores para verificar o ocorrido.

6) Deve-se associar uma pessoa por banca?

Resposta – A decisão diz que para cada banca deve haver um associado pessoa física. 

7) Qual a posição dos feirantes ao saberes que deveriam associar-se a Cooperativa? A pergunta deveria ser, parece: qual a posição dos feirantes ao saberem que deveriam associarem-se à Cooperativa?

Resposta – Eles ou elas, os feirantes ou as feirantes não ficaram “simplesmente”, como dá a entender a pergunta, sabendo que deveriam associarem-se à Cooperativa. Eles  participaram e tomarem eles próprios a decisão usando do mandamento estatutário da autogestão das categorias. O CEC atua no caso como facilitador e indicando o que melhor seria em relação à história/objetivos da instituição e em relação à educação cooperativista. O que pode acontecer, e, no caso, é provável que aconteça, é que pessoas que não participaram do processo sintam-se como não participantes – o que não deixa de ser verdade em relação a si próprios mas por escolha própria já que as reuniões gerais foram todas e muito bem divulgadas.  O Conselho de Administração não interveio no desenvolvimento da questão ou na sua situação atual, como pode ser aferido por quem ler as atas dos encontros. 

8) Qual o “papel” da Secretaria-Geral neste processo?        

Resposta – Nenhum em especial. A intervenção da secretaria-geral no caso deve ser exatamente a mesma que em todas as demais situações do dia-a-dia do seu trabalho. Ou seja: vai servir como ponte entre as partes da Cooperativa, fazendo a comunicação interna (e da Cooperativa para fora, quando vinda dos órgãos políticos) funcionar, arquivando, zelando pelos bens em geral de sua responsabilidade, etc…

9) Seria possível agendar uma reunião, Sec. Geral e CEC, para segunda-feira, 13/05, às 10 horas. Pauta: Associação feirantes; evento “Imagens Coolméia” ??

Resposta – Havendo a necessidade, marca-se. Mas, em princípio, as coisas devem acontecer sem haver necessariamente reuniões entre as partes, desde que as partes saibam o que devem e como fazer.  Pode-se esclarecer situações também fora de encontros formais.

Agora fazemos nós as perguntas que, talvez, a Secretaria-Geral poderia ter feito:

1) Quais os trabalhos do CEC em relação aos feirantes ?

Resposta – Além de atuar como facilitador nas reuniões gerais, o CEC também, até como fruto da último encontro geral dos produtores-feirantes, está avançando na redação de uma proposta de Regulamento Geral das Feiras, que deverá estar pronto para ser aprovado no âmbito da próxima Assembléia Geral. Também está atuando para a construção de um Regimento Interno da Categoria dos Associados Produtores, que ainda não existe. 

2) Existe prazo para a associação dos feirantes, conforme decisão?

Resposta – Não houve citação de qualquer prazo para que isto ocorresse. Houve sim, por parte do CEC, o que foi acatado pelos presentes, a sugestão-conselho que a decisão sirva para agregar e fortalecer cada vez mais os associados-produtores feirantes junto aos nossos consumidores e entre-si e não para excluir ou eliminar a participação de pessoas que vêm colaborando com as Feiras. Neste sentido, é importante que as partes operacionais sintam-se bem informadas e participantes do processo, sabendo exatamente o que se passa. 

Finalizando, o CEC está atuando para que as partes entendam e cumpram a decisão. Mas quem são as partes, no caso? As comissões das Feiras, os operacionais da Cooperativa, tanto os que atuam exclusivamente nas Feiras como os fora dela, e o Conselho de Administração…

Evidentemente as soluções indicadas pelas respostas do CEC às perguntas da Secretaria-Geral devem ser aplicadas a situações análogas.  Para que isto possa ser possível, o CEC solicita à Secretaria-Geral que encaminhe a adaptação do “diálogo” acima para um documento tipo FAQ – Perguntas Mais Freqüentes – para que possamos indicar sua divulgação em algum Rapidinho ou mesmo em um folder específico.

Atenciosamente,

Pelo CEC

2001 – FSM – Fórum Social Mundial em Porto Alegre – Apresentação em Francês

‘A  Porto Alegre, le nouveau millénaire a commencé il y a 24 ans.

            Em l978, la Coopérative  COOLMÉIA a été fondée par des intégrants d’une ONG locale qui divulgait le commencement de l’ère du Verseau.

            Depuis les années 70, elle propose une action de pionnier , pour faire valoir l’agriculture familière. La révolution verte empoisonnait déjà le pays avec les agro-toxiques. Obtenir des aliments propres était une lutte perpétuelle. Les premiers associés n’avaient aucune expérience de coopératisme.

            La COOLMÉIA  s’est installée d’abord, en partageant l’espace avec la GFU (Grande Fraternité Universelle) à laquelle appartenaient ses fondateurs, puis, avec l’ AGAPAN et la ADFG (aujourd’hui NAT).

            Dans les années 80, l’Ecologie cesse d’être une chose de lunatiques et émerge comme une force politique planétaire. Ce sont des années d’apprentissage et de beaucoup de travail pour créer une structure solide, où des milliers de personnes ont lutté et ont réussi à obtenir une loi des agrotoxiques. Elle est la réalisation du rêve  d’un groupe de personnes qui ont osé croire que UN AUTRE MONDE EST POSSIBLE.

            Ses principes fondamentaux sont: le végétarisme, l’agriculture écologique, la défense de l’environnement, l’auto-gestion et la co-gestion.

            En l985, 12 familles ont initié les foires écologiques et aujourd’hui , il y a 400 familles d’agriculteurs et des milliers de consommateurs qui ont choisi un aliment écologique de qualité .La valeur de l’agriculture familière, la viabilité économique des “assentamentos” de la réforme agraire et l’offre d’aliments propres au RGS et au Brésil sont des pages écrites avec l’écriture de la COOLMÉIA.

            C’est un exemple d’action en faveur de la citoyenneté et de l’économie solidaire.

            Le FSM ( FORUM SOCIAL MONDIAL) qui a eu lieu à Porto Alegre en janvier, 2001,  était imprégné des idées vécues par la Coolméia il y a 24 ans.

Cette année, la Coolméia va participer aussi


Ver também na página de Informativos, o Informativo especial para o FSM 2001

Fontes historiográficas sobre a Coolmeia recolhidas da comunidade

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